12 de dezembro de 2015

Solitária na multidão

As vezes parece que todos estão a minha volta. Mas sinto que estou sozinha, presa entre quatro paredes. Lágrimas escapando do meu controle, uma necessidade incompreensível de te encontrar por aí, em meus devaneios. Não há com quem desabafar, a velha e consolável música não está adiantando muito... A luz do celular ilumina parte do meu rosto, uma imensa solidão se estende pelo corpo, percorrendo o coração e a alma. O cheiro do jantar invade o quarto, fazendo com que meu estômago se agite. Todos os dias são assim. Eu sem você, e você por aí... Livros pós livros, sentada na mesma mesa, no mesmo sofá, assistindo a mesma televisão todos os dias. A solidão se tornou minha companhia, as lágrimas e eu somos inseparáveis. E não há absolutamente nada que faça isso mudar. Uma tristeza brutal me visita todas as noites, encharcando o travesseiro com palavras que por mim não foram ditas. São tantas palavras que a cabeça chega a rodopiar. Passa gente, sai gente, mas ninguém se quer pergunta o que se passa em meu coração. A verdade é que ninguém quer saber. No fundo, parece que por mais que uma multidão se erga ao meu redor, eu sempre estarei sozinha.