3 de janeiro de 2016

O amor

Nunca me disseram que o amor tinha seu lado ruim. Nas novelas, ele era mágico, belo e doce como as notas de uma flauta. Permaneci sonhando com um amor de novela. Não havia dor. Não havia o lado ruim. Mas é que a gente cresce, e vê que amor é mais que uma palavra. Amor deixa saudade, coração partido, um milhão de sentimentos envolvidos, bagunçando todo o coração, fazendo seu cérebro parar de funcionar quando "aquele" aparece. Some todas as palavras, desaprende até a andar. As mãos soam e nessas horas o ar faz falta, mesmo estando rodeada de oxigênio. Borboletas no estômago?Que nada. Eu sinto é um dragão rodopiando e fazendo a festa. 
E é no abraço que tudo volta pro devido lugar. Mas quando solta, vem a saudade misturada com o dragão fazendo a festa, mais a falta de oxigênio e as cataratas do Iguaçu escorrendo dos seus olhos. O coração fica vazio, parece uma floresta esperando uma semente pra florescer. Semente que para mim nunca veio, nunca brotou, nem sequer foi plantada. Mas a gente vai levando. Um dia tudo passa, chega um outro alguém e toda a confusão volta, uma confusão boa, as vezes ruim. Imagine que tudo é uma montanha russa, desce, sobe, o frio na barriga, a emoção, o gosto de quero mais e ao mesmo tempo diversão.
 No caso do amor, é o Alasca inteiro na barriga, o nervosismo, os momentos que você paga mico por causa "daquele" e responde as mensagens na hora mesmo ele demorando um dia. Mas sempre tem o momento em que tudo vale apena, imagina se a montanha russa fosse parada?Que chato, não é?Ela tem que subir e descer pois parada não fica. Nessas voltas a gente aprende errando e abraça tudo de bom que estiver ao nosso redor. Não da pra abraçar comida então você come ela.