10 de setembro de 2016

A bagunça do meu ser

Imagem de mess
Mas por que é
Que sonho tão alto?
No fim vem a queda
E eu, não sei dar um salto
Por que sou tão bagunçada?
Meu coração é um circo,
Sou por inteira desastrada
E por inteira me perco
Rodopia, coração
Rodopia até cair
E cai, mas não passa do chão
Acostumado a ir e vir
Me chame de reservatório,
Reservatório de indecisão
Como quem fica numa gaveta de escritório
No meio da bagunça, sem razão
Bagunça tem tudo a ver comigo,
Pois define o meu ser,
Desculpe-me, amigo
Que tenta por vezes me compreender
Mas é que na bagunça desconhecida,
Ninguém consegue se encontrar
É como estar em uma imensa avenida
E não saber por onde andar
Se por acaso eu desaparecer
Saiba que não me encontro distante
Estou apenas tentando me esconder
Da minha própria confusão, por um instante