14 de janeiro de 2017

A n s i e d a d e

Sei que somos o que sentimos
Mas eu não quero ser o que sinto
Não quero suores repentinos 
Causados por um mar quase infinito
De uma respiração pesada
Que carrega consigo
Algo que cresce em meio á nada

Essa é a sensação 
Da ansiedade em meu coração 
Que sinto cada vez que penso
Em algo imenso
Que possa chegar

Esse sentimento constante 
De não saber respirar 
De perder a calma no instante
Em que algo ameaça desabar
Meu corpo pede ajuda
Meu sentido fica prestes á cambalear
Meus pés balançam de forma aguda
Como quem querem saltar

Essa angústia que só cresce
Feito um monstro que desobedece
Palavras que a mente tece 
Para que tudo fique bem 
Que comece guerra!
O coração diz: ACALME-SE!
A mente diz: DESESPERE-SE!
A discórdia se aprofunda
E o meu eu se afunda
Pois minha âncora incapaz de flutuar
Nãos sobrevive em meio ao mar